No final do ano de 2012
por meio da disciplina de musicoterapia do curso de licenciatura em música/educação
musical da UFSCar, foram realizadas apresentações musicais em hospitais. Dois
hospitais da cidade foram incluídos na atuação da turma que cursava a
disciplina.
O intuito era gerar uma
vivência como conclusão dos conteúdos e formações realizadas durante o semestre
e proporcionar, para os que se encontravam em tais locais, um contato com a
música.
Sabe-se que não basta a
música para qualificar uma atuação como musicoterapia. É preciso um
profissional formado na área para tal. Assim, a presença nos hospitais se
configurou mais como a intenção de proporcionar uma escuta e interação musical,
rompendo um pouco com a rotina e o tenso clima hospitalar.
Vários instrumentos
foram utilizados na prática musical. Entre outros, havia violões, flauta doce,
cavaquinho, sanfona, canto e instrumentos de percussão. Em relação ao repertório,
este era composto por canções tradicionais, música brasileira e canções de
Natal, devido à proximidade da festividade.
As respostas das
pessoas que se encontravam em tais locais foram diversas. Ao começar a primeira
canção vários olhares se direcionavam para os músicos. De fato, em meio a
tantas situações estressantes em um hospital, a música, ao ser executada, rompe
com um estereótipo, causando até mesmo estranhamento. Contudo, logo as reações
mostravam-se positivas, acolhendo a proposta. Foi um momento bastante agradável
e humanizador.
Como uma possível reflexão,
fica a ampliação do campo de visão da música, bem como seus impactos. Cada vez
mais se tem visto os benefícios de sua prática nos mais diversos locais e
situações. Vão se alargando, assim, as portas para a inserção e valorização da
música nos diferentes ambientes.
Mateus V. Corusse

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